CONARH 2012 em números

O CONARH 2012 foi um sucesso. Quem participou do evento pôde perceber isso tanto na Feira de Negócios, por onde passaram 20 mil pessoas que lotaram os 123 estandes das empresas presentes, como nas 154 palestras, onde era difícil encontrar uma cadeira vazia. Foram mais de 3.300 participantes do Congresso.

Na Feira de Negócios, agitação e animação envolveram os presentes. Uma grande diversidade de produtos e serviços para o segmento de Recursos Humanos foi oferecida por empresas que capricharam na decoração, tecnologia e disposição dos estandes, sempre lotados. Personalidades como o ator Reynaldo Gianecchini e o ex-jogador Raí passaram pelos corredores do CONARH e causaram alvoroço, enquanto jogos interativos também entretinham o público.

Além dos quatro auditórios do congresso, quem visitou gratuitamente a Feira de Negócios teve acesso ao Cine ABRH, dois auditórios livres, dois grandes estandes da ABRH-Nacional (Espaço ABRH e Espaço Carreira) com discussões e palestras. Tudo isso complementado por  áreas de convivência distribuídas pelo pavilhão, que propiciavam mais comodidade e  conforto aos visitantes que quisessem fazer uma pausa.

A ABRH-Nacional agradece a todos os profissionais presentes (congressistas, visitantes, voluntários, organizadores, palestrantes, patrocinadores, expositores e profissionais da imprensa) por fazerem parte deste sucesso. E já fica aberto o convite para o CONARH 2013, que acontecerá entre os dias 19 e 22 de agosto.

Balanço do CONARH 2012:
20 mil visitantes
3.300 participantes do congresso
170 palestrantes
154 palestras
34 patrocinadores
123 expositores
2.600 profissionais envolvidos na realização do evento
Mais de 100 voluntários envolvidos na organização
A maior tela de projeção indoor para eventos corporativos do Brasil
Mais de 38 horas de evento

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Informativo da ABRH-Nacional no Estadão 23/08/2012

Informativo da ABRH-Nacional no Estadão 22/03/2012Perdeu o Estadão desta quinta-feira? Não se preocupe. Aqui está a versão digital do Informativo da ABRH-Nacional com uma visão geral de como foi o CONARH 2012, evento que reuniu mais de 20 mil pessoas na capital de São Paulo para discutir temas pertinentes aos gestores de recursos humanos. Confira Aqui.

CONARH 2012: Inovação é o nome do jogo

Por Jessica Marins

A primeira palestra magna do terceiro dia de CONARH foi voltada para a temática de inovação e ministrada pelo Sócio fundador e CEO do Peixe Urbano Julio Vasconcellos e pelo professor de marketing da Iese Business School em Barcelona Paulo Rocha e Oliveira.

Paulo Rocha iniciou a palestra apresentando com exclusividade uma pesquisa sobre qualidade de inovação, baseado em estudo das empresas. A conclusão desta pesquisa é que poucas organizações tem a mentalidade de mercado bem definida.

É necessário conhecer o mercado, entender e utilizar as informações obtidas interna e externamente, entretanto algumas organizações acreditam que entendem sobre essa mentalidade de mercado e comentem grandes erros, como por exemplo:

1)      Dependência excessiva em um único sentido, ex: marketing são os olhos do negócio;

2)      A empresa dos sabe tudo;

3)      O dono da informação quando o colaborador pega a informação pra si e não partilha de tal conhecimento;

4)      Centralização excessiva, poder muito centralizado;

5)      Falta de coordenação em que é um pesadelo ter de trabalhar com pessoas de outras áreas;

6)      Miopia operacional onde o gestor não mexe em time que está ganhando e por isso para de competir por não entender as necessidades do mercado;

7)      Inovação da boca para fora onde as empresas pensam muito, mas pouco fazem;

8)      Achar que está sendo feito que é um costume de algumas organizações que são colaboradores e gestores preocupados demais com os competidores que acreditam que algo está sendo feito a respeito do lançamento de um novo produto do concorrente, por exemplo.

A dica de Paulo Rocha é “reflita sobre quais destas barreiras sua empresa se encaixa e pense em como pode melhorar isso”.

O PHD acredita que o RH pode promover a mentalidade de mercado para poder melhorar a ideia de inovação com a abertura externa, onde o colaborador tem que conseguir enxergar que os trabalhos feitos externamente são boas chances de ter informações novas e a abertura interna onde todas as áreas da empresa conversam e trocam conhecimento e informações.

Para o CEO do Peixe Urbano, Julio Vasconcellos a inovação é baseada na criação e começa na educação. “Quando as pessoas vão para a escola elas aprendem a resolver problemas com uma fórmula já pronta e isso já é meio que começar errado, pois estas pessoas resolvem os problemas como todas as outras e não são provocadas para pensarem em uma nova resolução, em outras saídas e inovação”.

Fotos: Renato Ramalho

CONARH 2012: o que levamos para casa?

Por Jessica Marins

Representantes da ABRH-Nacional se reuniram no palco do Grande Auditório para a penúltima palestra do CONARH 2012. Era o momento de refletir sobre o evento, pensar o que aqueles dias de encontro com profissionais da área representaria para a carreira de cada um dos presentes. Eles separaram as palestras por eixos e resumiram os dizeres e ideias mais importantes do congresso.

O primeiro eixo relembrado foi a competitividade no Brasil. Os representantes escolheram as ideias que os RHs não poderiam deixar de levar consigo do evento. O custo preocupante da mão de obra, a necessidade da revisão destes valores, a desindustrialização que avança cada vez mais, a desoneração atual que é pequena e tende a não obter os resultados esperados e o recursos humanos que tem que voltar mais a sua atenção para conhecer seus custos.

O segundo eixo considerado foi atração, retenção e engajamento. Assunto crucial para o sucesso de qualquer companhia, foram analisados pontos como a ligação entre o líder e o colaborador que deve ser de confiança, as empresas mais cobiçadas para se trabalhar (aquelas em que os futuros colaboradores admiram). O outro olhar foi referente às ferramentas digitais que ajudam nos processos de seleção e recrutamento, mas que ao mesmo tempo levantam a questão: será que sabemos quem estamos colocando em nossa empresa?”. Outra análise também foi sobre proporcionar felicidade no ambiente de trabalho aliado ao marketing e gestão de pessoas para gerar mais engajamento. Além disso, a reflexão: líderes fortes criam empresas fortes e elas permanecem fortes.

O terceiro eixo é referente ao modelo organizacional onde temos o exemplo da empresa GORE que não possui cargos e é baseada na confiança dos colaboradores para as decisões. Outro olhar é para os jovens que estão mais entusiasmados com a carreira de RH e o virtual que intensifica as relações e dilui a hierarquia.

O quarto eixo é voltado para remuneração, resultados e QVT onde temos que ver a remuneração como estratégia com retorno comprovado e com um compartilhamento dos resultados que se forem adicionais também geram aos colaboradores ganhos adicionais. Para fazer sucesso sem ficar louco a principal ideia é entender que a saúde deve ser preservada e é necessário manter hábitos de vida mais saudáveis. Já quanto aos resultados é necessário que se faça mais com menos, melhor, mais rápido e com sustentabilidade para conseguir é necessário gerenciar o presente, desprender-se do passado e criar o futuro com as ferramentas necessárias e com liderança.

O quinto eixo é voltado para aprendizagem e desenvolvimento onde devemos dar destaque para a talentividade onde todos os níveis de talento são necessários para que se possa descobrir e gerenciar tensões entre alto desempenho e alto potencial para poder reconhecer os destaques de dentro da empresa.

O sexto eixo é voltado para estratégia onde devemos levar conosco de aprendizado a dimensão social e coletiva onde o que vale é aprenda, compartilhe e mude. O conteúdo sempre deve estar acima da tecnologia, é necessário ter visão de desempenho e resultado e os lideres devem passar a educação por meio da presença e do exemplo, além da oratória.

O sétimo e último eixo apresentado é voltado para os líderes onde independe de qual tipo de gestão você faz e o entre agridoce, dirigente e estadista  o que vale é reconhecer as pessoas que gostam de gente pois todos nós temos um talento interior.

Fotos: Renato Ramalho

CONARH 2012 – A Força da Estratégia e da Liderança

Por Evelyn Carvalho

A manhã do último dia do CONARH 2012 contou uma palestra magna do Secretário de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. Durante a apresentação, que teve como tema “A Força da Estratégia e da Liderança”, o secretário abordou a sua experiência e a sua visão sobre a gestão pública.

A trajetória profissional de Beltrame teve início há 30 anos na Polícia Federal, onde atuou como agente e delegado. Em 2007, após o convite do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, assumiu a pasta de Segurança. “Pensei: ‘se eu vim até aqui eu vou tentar ser gestor disso’. Eu não poderia perder esta oportunidade”.

Conquistar a credibilidade da população e obter resultados que pudessem ser percebidos pelas pessoas foram dois de seus primeiros objetivos quando assumiu a secretaria. “O serviço público precisa de resultados com transparência”, declarou. Como um gestor, o secretário mantinha ainda a atenção com a sua postura, na medida em que suas ações impactavam na imagem que a sociedade tinha da corporação.

Beltrame destacou a importância do investimento na formação dos policiais, que estão na ponta do processo. Mais do que isso: afirmou que é fundamental entender o contexto social e familiar dos profissionais para engajá-los em seus projetos. “É preciso fazer um esforço, até mesmo físico, para mostrar a todos da corporação as suas ideias. Eles podem não concordar, mas vão me entender e ver que o meu coração bate como os deles”.

A habilidade para buscar as pessoas certas para dar início aos projetos também foi lembrada pelo secretário. Foi assim que ele se preparou para dar início ao projeto das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora, que mudaram o cenário de violência no Rio de Janeiro. “Nós fomos onde o Estado nunca tinha ido. Levamos a polícia, mas os serviços públicos têm que vir junto”.

Quando perguntado sobre a preocupação com os grandes eventos que serão sediados no Rio de Janeiro, o secretário declarou que, mais importante do que garantir a segurança durante a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, é necessário se preocupar com quem vive na cidade. Um plano consistente de segurança, segundo ele, seria um dos legados mais importantes que esses eventos podem deixar para a população.

Para dar conta de todos esses desafios, Beltrame não abriu mão do otimismo. “Ser pessimista é muito mais fácil do que ser otimista. O pessimista se acomoda com a situação, enquanto o otimista fica se cobrando 25 horas por dia por uma solução”.

O secretário defendeu a utilização de uma política transparente de resultados na esfera pública. Afirmou que, tanto para preparar um sucessor quanto para incorporar profissionais na equipe, a melhor maneira é estruturar as ações em um projeto mais amplo e claro para todos. “Um pessoa que chegar hoje à secretaria, em qualquer área, encontrará um projeto. Basta ela ser otimista e acreditar neste projeto para que ela possa fazer a difereça”.

Fotos: Ana Fuccia

CONARH 2012 – Alegria, Paixão e Engajamento – Uma Construção Coletiva

Por Evelyn Carvalho

O encerramento do CONARH 2012 foi em clima de apoteose. A última palestra magna do evento foi ministrada pelo carnavalesco da Unidos da Tijuca, Paulo Barros, campeão por duas vezes do carnaval carioca. O tema foi “Alegria, Paixão e Engajamento – Uma Construção Coletiva”.

Barros deixou sua marca de ousadia no já tão consagrado desfile de escolas de samba do Rio de Janeiro. “Acho que o bacana é esquecermos a ideia de começo, meio e fim. É preciso desconstruir para construir algo novo”.

Para mudar paradigmas da festa, Barros teve que contar com o apoio de toda a equipe, em um exercício contínuo de diálogo e liderança. Ressaltou por diversas vezes a importância do trabalho em conjunto e da responsabilidade do líder em buscar o engajamento das pessoas. “Desfilar não é só colocar uma fantasia bonita e ir para a avenida. O Carnaval é uma engrenagem, e todos têm que se comprometer e executar o seu papel”.

A palestra foi repleta de exemplos de como a união em torno de uma ideia foi fundamental para sua materialização. Os carros alegóricos coreografados e as comissões de frente com truques de mágica foram alguns desses exemplos. Para ilustrar a ideia de que por vezes é preciso “perder a cabeça”, Barros trouxe para o CONARH o membro de uma de suas comissões de frente mais célebres, do Carnaval de 2011 da Unidos da Tijuca. Ao ver a cabeça do rapaz deslizar até o meio do corpo, os participantes do CONARH não esconderam o susto, mas optaram por não saber como a ilusão é feita para não perderem o encanto.

Confiança, percepção sobre o outro, interferência nos conceitos pré-estabelecidos, comprometimento, materialização e enxergar além foram alguns dos temas-chave abordados na apresentação. “Ás vezes temos que mudar conceitos para que isso viabilize o nosso trabalho e o nosso sucesso”, declarou o carnavalesco. Como conclusão, deixou uma mensagem de otimismo e valorização das pessoas. “Toda a nossa vida está pauta em quem está do nosso lado”.

Fotos: Renato Ramalho

CONARH 2012: Aprendendo com quem é líder pelo exemplo

Por Jessica Marins

O CONARH 2012 trouxe na tarde de ontem dois palestrantes cheios de histórias para contar ao público: o presidente da Nextel Telecomunicações, Sergio Borges Chaia, e a presidente da marca de roupas Dudalina, Sônia Hess.  Eles contaram de uma maneira divertida como conseguiram chegar no cargo em que estão hoje.

Sergio Borges Chaia começou a palestra contando que sonhava em ser jogador de futebol, mas os treinos o impediriam de estudar – ele teria que treinar de manhã e de tarde e sua escola não oferecia aulas no período noturno. Com a ajuda de seus pais, optou por continuar estudando e decidiu então ter outro sonho no qual ele tinha metas , criadas por ele mesmo. Uma dessas metas dizia que ele precisava ser presidente antes do 40 anos, objetivo cumprido aos 37.

Em sua primeira experiência no cargo que tanto sonhou os desafios não foram tão felizes e logo surgiu uma grande decepção. O presidente descobriu que havia muita bajulação e percebeu que seu sucesso foi após espremer laranjas humanas, como ele mesmo define. “Eu fui por esse caminho, pelo propósito errado. Eu era presidente, mas não tinha o reconhecimento das pessoas”.

Sergio declarou que não considera um exemplo de líder e diz que apresentou a palestra para promover uma discussão. “Eu quero gerar uma provocação para os outros gestores repensarem sua forma de governar, e para que se necessários eles possam adequar uma nova maneira bacana de gestão”. Chaia ainda diz que quer ser exemplo de uma pessoa que reconhece as suas fraquezas e luta todos os dias para ser uma pessoa melhor.

Com o microfone em mãos chega a vez de Sônia Hess contar suas experiências. “Ser presidente depende do que você quer e egoísmo de poder não existe”, declarou a executiva. Além disso, Sônia falou também sobre as dificuldades em liderar uma empresa formada por 15 irmãos.

A presidente da Dudalina disse acreditar que é necessário trabalhar a felicidade das pessoas, pois assim elas irão se sentir bem no ambiente em que trabalham e vão ter mais vontade e mais prazer. Hess diz ainda que para fazer parte de sua equipe é necessário que tenha a empresa no coração. “Devem correr nas veias sangue pink, azul, verde… Um de cada cor por dia para não perder o ânimo”.

Sônia enxerga como grande desafio passar para o mercado os valores tão fortes que a marca carrega. “Sonhe um sonho pronto. Sempre que você sonhar algo o enxergue pronto e vá atrás”, aconselha.

Sérgio indica aos novos empreendedores que formem um time de colaboradores que sejam complementares e que se cerquem das melhores pessoas, pois acredita que é preciso saber das fraquezas e fortalezas da empresa. O seu conselho final é “Tudo que você quer do mundo, dê pro mundo. Se você quer ser feliz, proporcione felicidade, se quer uma promoção, antes promova”, afirma o presidente da Nextel.

Fotos: Marcelo Hamamoto