Você sabe o que é Assédio Moral?

Você já se sentiu ofendido, com medo, humilhado ou constrangido no ambiente de trabalho? Se já, cuidado! Você pode estar sendo vítima de Assédio Moral.

Também conhecido como terrorismo psicológico, violência moral ou manipulação perversa, o fenômeno diz respeito à exposição do trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.

Mais comum em sua prática vertical (partindo do patrão, gerente ou superior hierárquico) mas também podendo ocorrer horizontalmente (vindo dos próprios colegas de trabalho), pode chegar a casos extremos em que os danos à auto-estima e até à saúde física da vítima se tornam irreparáveis sem a ajuda de um especialista.

Assédio Moral: O que fazer?

Documente os fatos. Anote o dia exato, o local, o nome do agressor, o conteúdo da conversa, quem testemunhou, etc. Se a prática ocorreu via e-mail por exemplo, salve a mensagem recebida.

Procure o apoio dos colegas, em especial aqueles que testemunharam o fato ou que também tenham sido (ou ainda são) vítima do mesmo agressor.

Não procure obter esclarecimentos do agressor sozinho. Mas se o fizer, tenha consigo uma testemunha de confiança. 

Recorra ao seu sindicato e relate o acontecido.

Procure um advogado especialista em Direito do Trabalho e peça orientação quanto ao procedimento jurídico adequado.

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Relação Chefe x Funcionário: 5 dicas para não perder o rumo.

Encontrar a dose certa em qualquer relacionamento é sempre desafiador. Mesmo em nossas vidas particulares, às vezes é complicado encontrar o equilíbrio para manter uma amizade sadia e duradoura. Saber ouvir, se portar, dialogar e respeitar a opinião do próximo são algumas das recomendações mais ouvidas entre os especialistas. Mas e quando o assunto é o ambiente de trabalho, valem as mesmas regras? Em um ambiente onde qualquer excesso na convivência entre superior e subordinado poderá ser entendido como bajulação ou favorecimento, o que fazer para quebrar esse tabu que cria barreiras em um relacionamento que pode ser muito saudável, amistoso e até produtivo para os dois profissionais?

Para interagir com o chefe, ou o funcionário, sem ser visto como “puxa-saco” ou como um gestor sem poder de liderança, preparamos algumas dicas simples, mas importantes que farão toda a diferença na melhoria do clima organizacional da empresa onde você atua.

Dê fim aos exageros: Se você for amigo demais, poderá fazer com que o grupo não o visualize como chefe, perdendo a referência de quem é quem, ou melhor, de quem tem poder para decidir o que. Já se você se mostrar autoritário demais, poderá colocar diante de seus funcionários uma grande barreira, mantendo-os sempre distantes de você. Nada em excesso é positivo. O segredo para atingir uma equipe unida, ativa, motivada e interessada pelo trabalho é exatamente o equilíbrio.

Não se isole: Na tentativa de não parecer bajulador, não se isole. Compartilhar com a equipe e com o superior imediato suas ideias e iniciativas para aumentar os resultados da equipe só aumentará sua credibilidade. Além disso, mostrará seu interesse pelo bem do grupo. Dividir sucessos diários e dificuldades também ajuda a melhorar o desempenho e permite que o superior tenha mais liberdade em lhe dar feedbacks.

Respeito e medo são coisas diferentes: Construir uma imagem temida é muito diferente de ser respeitado. O medo coloca barreiras e impede um bom relacionamento. Por outro lado, conquistar a simpatia da equipe gerará respeito, e o respeito beneficiará a sua relação com ela. Quando a equipe se sente segura para dialogar, problemas são compartilhados com maior agilidade e podem ser contornados com maior rapidez. Deixe a figura do chefe estressado e carrancudo para o cinema. Há pesquisas que apontam que um dos principais motivadores de boas performances dos colaboradores é a qualidade do relacionamento com o líder imediato.

Respeite para ser respeitado: Respeite seu superior, mas não se submeta prontamente a todas as suas orientações quando encontrar uma melhor solução. Respeitosamente, apresente sua opinião e espere que ele avalie se a opção não é mais interessante. É completamente possível interagir com o chefe sem ser visto como “puxa-saco”. Isso ocorre a partir do momento em que se coloca a marca pessoal nos trabalhos realizados, conquistando resultados concretos e significativos.

Divida a responsabilidade: Adote junto à equipe um relacionamento de companheirismo. Abrace os compromissos de sua equipe, já que você também faz parte dela. Isso não só ajuda a aumentar o respeito da equipe pelo líder, como também retém talentos no meio do processo. Segundo pesquisa do Instituto Gallup, mais de dois terços das pessoas se demitem dos chefes, e não das empresas. E quando o chefe é fiel à equipe, o sentimento e a dedicação são mútuos.

A importância do Endomarketing.

Quando existe falta de informação e sensação de isolamento, não há motivação. Por isso, a missão do Endomarketing é agir exatamente no sentido contrário. Definido por alguns especialistas como “o marketing voltado para dentro da empresa”, o Endomarketing tem como principal objetivo estimular os colaboradores a um maior compromisso com as organizações, através de ações pensadas principalmente para fazer com que se sintam verdadeiramente importantes dentro da equipe, em um processo de integração, mas também de comunicação entre líderes e liderados.

Em geral, as pessoas sentem-se importantes pelo grau de informações que recebem. Bem informados e em sintonia com as metas e objetivos da instituição, os colaboradores tendem a sentir-se valorizados e a assumirem com empenho sua parcela de responsabilidade sobre o resultado final do negócio. Seja criando condições favoráveis à realização do seu trabalho ou proporcionando o ambiente de trabalho que o faça sentir-se valorizado, é importante que o colaborador sinta orgulho em trabalhar na empresa e em contribuir com seus objetivos.

É muito comum que as pessoas confundam Endomarketing com Comunicação Interna. Por isso, vale lembrar que Comunicação é apenas uma das ferramentas usadas pelo Endomarketing. Além de informar, é preciso saber identificar as necessidades de cada pessoa e tentar relacioná-las aos objetivos da empresa. A proposta não é só fazer propaganda interna, mas criar uma mobilização em prol do resultado final.

Para alguns autores de livros sobre Endomarketing, um dos maiores problemas está no fato de que algumas lideranças não se comunicam bem com suas equipes. Nestes casos, como ainda há pessoas que pensam que deter informação é poder, é preciso que os gestores de RH façam um trabalho específico para que as lideranças compreendam o papel estratégico da comunicação. Os líderes precisam conhecer suas equipes, suas necessidades e expectativas pessoais. Afinal, a maioria das pessoas trabalha para obter subsídios que lhes permitam suprir suas necessidades particulares e realizar seus sonhos pessoais.

Algumas empresas adotam políticas de incentivo financeiro, que também tem seu valor. Mas estímulos externos não motivam as pessoas de forma permanente. Neste sentido, o Endomarketing e seus esforços de comunicação e integração conseguem motivar os colaboradores por períodos mais longos do que prêmios, salários e benefícios. Assim, além de diminuir a rotatividade de funcionários, o marketing interno deve ser visto como uma estratégia de gestão determinante para o sucesso das organizações.

O ideal é que as ações sejam fruto do trabalho conjunto das áreas de RH e Marketing. Enquanto a primeira é a principal fonte de informação sobre os profissionais, a segunda detém o conhecimento das estratégias e técnicas para que o trabalho tenha o efeito esperado.

Aberta a temporada de caça aos trainees

A “caça” aos trainees já começou. Com a economia estabilizada e aquecida, a busca por profissionais jovens, com ambição e vontade de ascensão na empresa é cada vez mais notável em empresas de médio e grande porte. O número de vagas não para de crescer, causando até mesmo uma competição entre empresas pelos melhores profissionais.

Os processos de seleção de trainees são difíceis e costumam ser muito concorridos. Quando abre uma vaga desse tipo, a empresa já tem uma ideia do perfil de profissional que gostaria de contar em seu quadro de funcionários e precisa encontrar algo semelhante entre os candidatos. Ou seja, não se trata de sorte, mas sim de adequação e competência.

Para se dar bem nesse programa, é preciso entender bem qual é a proposta da empresa e como ela atua no mercado. É preciso também estar dentro da faixa etária que as empresas procuram: normalmente, jovens de até 30 anos, recém-formados ou que estão cursando o último ano do Ensino Superior. As características profissionais desejadas variam muito de empresa para empresa, mas boa capacidade de comunicação, pensamento analítico, liderança e flexibilidade são algumas solicitações básicas.

Quando aprovado, o trainee passa por vários departamentos da companhia, para que possa conhecer todo o negócio e expertise da empresa. Após um período inicial de treinamento, ele fica responsável por uma unidade de negócios e se reportará diretamente ao chefe das operações. Os programas costumam durar até dois anos.

Retenção de talentos

Ao contrário do que se imagina, após a conclusão do período de trainee é comum que a maioria dos participantes deixe suas posições na empresa. Em entrevista ao Jornal da Tarde, a presidente da ABRH-Nacional, Leyla Nascimento, afirma que o índice de retenção é baixo e fica entre 32 e 35%. Ela afirma que, com a experiência de trainee no currículo, o jovem acaba conseguindo outras oportunidades com mais facilidade. Ao final do programa, ele conseguirá emprego com muita facilidade e se dá ao luxo de escolher onde trabalhar.

Dicas para não errar nas roupas no trabalho

por Raissa Coppola 

O verão de 2011 está sendo uma das estações mais quentes dos últimos tempos. Muito sol, tempo abafado e tempestades no começo e final da tarde. Com todo esse calor, homens e mulheres estão preocupados em escolher as roupas mais adequadas que podem ser utilizadas no serviço. O blog da ABRH elaborou algumas dicas preciosas para quem não quer passar calor, mas também não quer fazer feio entre os colegas da empresa. Confira: 

Mulheres:

– Saias devem ter o comprimento até o joelho. Mais curto do que isso não é recomendado. Essas peças deixam o ambiente informal demais. Deixe para usá-las em seus momentos de lazer.

– Decotes nunca são uma boa opção! Prefira camisas pólo e, dependendo da formalidade do seu local de trabalho, camisetas simples. Esqueça a blusa tomara-que-caia.  

– Invista nas calças até a canela ou em bermudas sociais. Shorts devem ser poupados.

Homens:

– Nada de camisas de futebol no trabalho. Por motivos óbvios e até em prol da segurança dos funcionários, a maioria das empresas já proíbe a peça. É melhor evitar. 

– Calças muito baixas devem ser riscadas do visual. Não é bacana ficar com a cueca aparecendo. Invista em modelagens mais tradicionais e cortes retos.

– Não use chinelos e sandálias abertas. No máximo, torne-se adepto do sapatênis. Se a empresa for mais descontraída, aproveite para tirar do armário aquele tênis (em bom estado) que você tanto gosta. 

As dicas que selecionamos aqui servem apenas como modelo para que você se adeque ao perfil de sua empresa. Lembre-se que o ambiente de trabalho é um local sério, em que todo funcionário torna-se um representante da organização. Cuide bem da sua imagem e muito cuidado com os excessos!

 

Lei do Estágio – O que mudou 2 anos depois…

Por Taynã Almeida

Quando a Lei do Estágio entrou em vigor, no dia 25 de agosto de 2008, muitos temas foram debatidos, como benefícios, fiscalização, vínculos empregatícios e carga horária. Para saber como está o cenário atual, o blog da ABRH conversou com Magnus Ribas Apostolico, é Diretor de Relações do Trabalho da ABRH.

De acordo com Magnus, em geral, a relação das empresas com os estagiários é boa porque o interesse é mútuo. “O estágio é um meio de atração de novos talentos e uma boa possibilidade de colocação no mercado de trabalho. É um meio eficiente de adquirir experiência e vivência antes da formatura, para se apresentar ao mercado com maiores chances”, avalia.

Atualmente, a legislação do estagiário prevê, por exemplo, carga horária máxima de seis horas por dia; auxilio transporte compulsório (não poderá ser descontado do valor da bolsa); e o tempo máximo de estágio na empresa é de dois anos. Já a quantia que o estudante irá receber pelo estágio poderá ser definida pela empresa, de acordo com a função e setor.

As empresas podem contratar jovens que estejam dentro de duas modalidades: estágio obrigatório, definido como projeto do curso (carga horária é requisito para aprovação e obtenção do diploma) e estágio não obrigatório, atividade opcional que pode contar no currículo acadêmico do profissional.

Para ambos os casos, Magnus conta que o excesso de regulação trava a espontaneidade das relações de trabalho. “Como diz um ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), quando há exagero na proteção, acabamos por prejudicar exatamente quem queríamos proteger”, reforça.

 

À procura de emprego

Por Taynã Almeida

Alguns anos atrás, as pessoas batiam de porta em porta procurando emprego e entregando currículos em papel. Atualmente, algumas companhias disponibilizam em seus sites campos específicos para contratação. O candidato só precisa colocar as informações solicitadas. Entretanto, o currículo impresso ainda é aceito em muitas corporações. Pensando nisso, o blog da ABRH reuniu algumas dicas para ajudar você a montar um currículo atrativo.

De acordo com Cezar Antonio Tegon, membro do Comitê de Criação do CONARH, se o currículo for enviado à empresa por email ou papel, é preciso tomar cuidado com o tamanho. Para não errar, seja objetivo e sempre informe os dados pessoais, contatos, formação e histórico profissional. Não exagere  nem repita informações. Destaque apenas os cursos mais importantes e analise se está relacionado com a área de interesse. Se você fez intercâmbio ou alguma viagem, mencione somente se houver alguma conexão com seu aprimoramento profissional. Tem proficiência em algum idioma? Então não deixe de mencionar.

Contudo, não adianta se atentar a esses detalhes e esquecer a gramática. “Os erros de português causam impressão de formação deficiente e evidenciam falta de cuidado na elaboração do documento, passando uma imagem de desleixo”, alerta Tegon. A dica é fazer uma revisão rigorosa e, se preciso, pedir ajuda de alguém com mais conhecimento. Além disso, informações em excesso ou falta de informações, frases de efeitos ou exageradas e mentiras podem eliminar o candidato do processo seletivo.

Em contrapartida, as empresas que recebem currículos através de formulários vinculados ao site da companhia avaliam se todos os campos foram preenchidos corretamente. Porém, as dicas não fogem muito das que já foram apresentadas. Ter cautela, caprichar na redação e na escolha das palavras são diferenciais.

Se no momento da inscrição for exigido foto, coloque uma que mostre bem o rosto, com expressão aberta e positiva, mas sem exageros. Para mulheres, o ideal é usar uma foto sóbria, sem exposição desnecessária do corpo. Para Cezar, o currículo espelha a trajetória profissional e acadêmica e permite que as empresas avaliem de maneira clara e objetiva o candidato.

As companhias procuram profissionais diferenciados. Sabendo disso, Cezar Tegon explica que, seguindo uma tendência dos jovens profissionais e de várias empresas na Europa e nos Estados Unidos, uma nova forma de receber currículos vem ganhando destaque no Brasil: o vídeo currículo, que chegou para otimizar o tempo do candidato e do entrevistador.  “Nele, o candidato fala sobre sua formação, o histórico profissional e projetos de destaques, com duração média de 2 a 3 minutos”, explica o especialista.