CONARH 2012: Inovação é o nome do jogo

Por Jessica Marins

A primeira palestra magna do terceiro dia de CONARH foi voltada para a temática de inovação e ministrada pelo Sócio fundador e CEO do Peixe Urbano Julio Vasconcellos e pelo professor de marketing da Iese Business School em Barcelona Paulo Rocha e Oliveira.

Paulo Rocha iniciou a palestra apresentando com exclusividade uma pesquisa sobre qualidade de inovação, baseado em estudo das empresas. A conclusão desta pesquisa é que poucas organizações tem a mentalidade de mercado bem definida.

É necessário conhecer o mercado, entender e utilizar as informações obtidas interna e externamente, entretanto algumas organizações acreditam que entendem sobre essa mentalidade de mercado e comentem grandes erros, como por exemplo:

1)      Dependência excessiva em um único sentido, ex: marketing são os olhos do negócio;

2)      A empresa dos sabe tudo;

3)      O dono da informação quando o colaborador pega a informação pra si e não partilha de tal conhecimento;

4)      Centralização excessiva, poder muito centralizado;

5)      Falta de coordenação em que é um pesadelo ter de trabalhar com pessoas de outras áreas;

6)      Miopia operacional onde o gestor não mexe em time que está ganhando e por isso para de competir por não entender as necessidades do mercado;

7)      Inovação da boca para fora onde as empresas pensam muito, mas pouco fazem;

8)      Achar que está sendo feito que é um costume de algumas organizações que são colaboradores e gestores preocupados demais com os competidores que acreditam que algo está sendo feito a respeito do lançamento de um novo produto do concorrente, por exemplo.

A dica de Paulo Rocha é “reflita sobre quais destas barreiras sua empresa se encaixa e pense em como pode melhorar isso”.

O PHD acredita que o RH pode promover a mentalidade de mercado para poder melhorar a ideia de inovação com a abertura externa, onde o colaborador tem que conseguir enxergar que os trabalhos feitos externamente são boas chances de ter informações novas e a abertura interna onde todas as áreas da empresa conversam e trocam conhecimento e informações.

Para o CEO do Peixe Urbano, Julio Vasconcellos a inovação é baseada na criação e começa na educação. “Quando as pessoas vão para a escola elas aprendem a resolver problemas com uma fórmula já pronta e isso já é meio que começar errado, pois estas pessoas resolvem os problemas como todas as outras e não são provocadas para pensarem em uma nova resolução, em outras saídas e inovação”.

Fotos: Renato Ramalho

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O intangível torna-se importante na atualidade

Segundo Faccina, o mundo moderno, de intensa competitividade, onde os produtos são todos muito semelhante, começou a dar valor ao intangível, um fenômeno profundamente ligado a aspectos emocionais, algo que as organizações haviam banido de suas vidas. Por isso, ele assinala, as empresas precisam resgatar o emocional, compreendendo como a emoção ajuda as pessoas no processo de tomada de decisão. Veja abaixo mais um trecho de sua palestra.


Razão e emoção se completam

Muitos acreditam que as organizações não são lugar para emoções. Segundo Carlos Faccina, Presidente da São Paulo Business School e palestrante do CONARH 2009, este é, talvez, um dos maiores enganos, pois as emoções afinam, focalizam e tornam mais ágil a razão. Em sua palestra no CONARH 2009, ele advertiu que as organizações que limitam, controlam ou buscam suprimir as emoções criam um ambiente de trabalho artificial, intimidador, que inibe a criatividade. Veja no vídeo abaixo um trecho de sua palestra.