A importância do estímulo para a inovação

*Por Jessica Marins e Rafael Duarte

Incentivar a inovação é algo que deve partir de dentro das empresas. Mesmo as pequenas atividades devem ser pensadas e analisadas pelos gestores e responsáveis pela área de recursos humanos para evoluir continuamente. É preciso estar sempre em busca de novas técnicas e tecnologias, tendências, observar o que está sendo feito no mercado.

“Precisamos saber lidar com as novas gerações, com as inovações, tecnologias e competências”, afirma Luiz Edmundo Rosa, diretor de educação da ABRH-Nacional. Segundo ele, os consumidores estão cada dia mais exigentes e é preciso colocar o RH no centro das discussões para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos.

É preciso estimular a criatividade dos colaboradores – e prestar atenção no que eles estão fazendo de diferente, aprender com isso e incorporar as novas ideias em seus planos estratégicos. Criar um bom ambiente de trabalho é um bom primeiro passo. Por exemplo, disponibilizar livros, obras de arte e boa música em áreas comuns da empresa podem arejar as ideias dos funcionários e inspirá-los a pensar diferente do que fariam sentados o dia inteiro em suas mesas.

O incentivo à inovação e criatividade dos colaboradores pode parecer algo batido, e talvez até o seja mesmo, mas o que o gestor de pessoas fará com estas novas ideias, como ele conseguirá incorporá-las nos planos da empresa para gerar bons resultados para todos os setores, aí sim está o desafio. Não deixe que a inovação e a criatividade fiquem limitadas apenas àquela baia onde o tal funcionário com boas ideias está sentado.

Inovar é preciso. Perceber a inovação e propagá-la para toda a empresa, é o seu dever como RH.

Como se tornar mais interessante (em 10 passos simples)

Você fica o dia inteiro sentado em um escritório fazendo um trabalho ao qual já está acostumado, quase não se esforça mais pois já é mestre no que faz e já está tão estabilizado que nem precisa trazer novas ideias para a empresa? Cuidado: isso não é nada bom. Você realmente precisa destas 10 dicas da Jessica Hagy, da Forbes, para se tornar uma pessoa mais interessante (e, consequentemente, com uma carreira muito mais incrível).

1. Explore

Explore ideias, lugares e opiniões. Lembre-se que as pessoas chatas sempre estão dentro dos lugares fechados, como os escritórios.

2. Compartilhe o que você descobrir

E seja generoso quando o fizer. Nemt odo mundo quer sair por aí para explorar com você. Deixe-os viver estas experiências através das suas aventuras.

3. Faça algo. Qualquer coisa.

Dance, fale, construa, interaja, jogue, ajude, crie… Não importa o que você faça, contanto que você esteja fazendo algo. Ficar sentado reclamando não é uma forma aceitável de “fazer algo”, caso você esteja se perguntando.

4. Abrace a sua própria estranheza

Ninguém é normal. Cada pessoa tem as suas manias e lampejos únicos. Não esconda estas coisas – são elas que o tornam interessante.

5. Tenha uma causa

Se você não liga a mínima para nada, ninguém dará a mínima atenção para você.

6. Minimize a arrogância

O ego sempre fica no caminho das ideias. Se a sua arrogância é mais óbvia do que a sua expertise, você é alguém que as pessoas irão evitar.

7. Tente

Sim, tente, dê uma chance. Brinque com uma nova ideia. Faça algo estranho. Se você nunca sai da sua zona de conforto, você não irá crescer.

8. Pule fora do vagão

Se todo mundo já está fazendo algo, você provavelmente está atrasado para a festa. Então faça as suas próprias coisas, suas próprias ideias, e os outros irão entrar no vagão que você mesmo construiu. Além do mais, é muito mais divertido dirigir do que ser levado por aí.

9. Forme uma dupla

É preciso bravura para ter opiniões contrárias e seguir caminhos inesperados. Se você não é corajoso, você será uma daquelas pessoas penduradas no bebedouro da empresa fofocando sobre aquele cara que realmente é corajoso.

10. Ignore os repressores

O tédio é seguro. E é assim que te dirão para se comportar. Eles são aquelas pessoas que poderiam e deveriam fazer as coisas, mas não fazem e, bem, vão te criticar se você fizer. Além disso, eles tentarão te fazer ficar arrependido das suas aventuras.

Via Forbes.

Dicas para conquistar as suas metas em 2012

Juliana Favero tomou uma decisão no final de 2011, destas que se toma para mudar a vida: ela quer melhorar seu salário e crescer profissionalmente em 2012. Parece simples, mas não é. Aumentar o salário acima da inflação e subir cargos em sua empresa – ou até mesmo mudar para outra que te dê melhores oportunidades – exige planejamento e empenho.

Com 28 anos e estudando o segundo ano da faculdade de Administração, Juliana trabalha em uma loja têxtil em Bauru, São Paulo. Mas ela sabe o que precisa ser feito. “Com certeza irei fazer treinamentos e assistir palestras voltados em gestão de pessoas, área que estou buscando para a minha carreira”, conta.

Este já é um primeiro passo importante para Juliana: ter metas bem definidas. Aliás, esta é uma das dicas de Cezar Tegon, Diretor de Novos Serviços e Produtos da ABRH-Nacional, presidente da eLancers e articulista do UOL e da Universidade do Futebol. “Alguma dicas são essenciais para atingir os objetivos, antecipar resultados e buscar novas oportunidades”, garante o diretor. Vamos a elas:

  • Trabalhe todos os dias com se fosse seu primeiro dia na empresa. Lembrem-se: sucesso só vem antes do trabalho no dicionário.
  • Conheça seu perfil comportamental para mapear com mais clareza as áreas e posições que deseja e apontar as atividades nas quais você terá melhor desempenho.
  • Tenha metas bem definidas, documente seu plano e faça revisões periódicas.
  • Faça uso da tecnologia. Em qualquer área ou profissão, tecnologia é fundamental
  • Não se acomode com a situação atual. Contribua, seja participativo. Quando detectar um problema, aponte sempre uma solução.
  • Aproveite o bom momento do mercado e estude. Se não tem uma graduação, faça já; se tem, faça uma pós. Estude um segundo idioma, antes mesmo de fazer uma pós. Se tem um segundo idioma, estude um terceiro.
  • Se puder ter uma experiência no exterior, não perca a chance. Essas vivências fora do país são muito valorizadas pelas empresas.
  • Participe de cursos, seminários, eventos, palestras em sua área de atuação. Dinheiro não pode ser desculpa: existem vários cursos bons e baratos, alguns até mesmo gratuitos
  • Mantenha a sua rede de relacionamentos (networking) ativa.

Não deixe que a sua lista de realizações profissionais para 2012 se perca na gaveta junto com as suas canetas velhas e blocos de notas usados. Arregace as mangas e siga estas dicas que você terá a faca e o queijo na mão para conquistar novas etapas na sua carreira.

Enquete da ABRH mostra que profissionais querem mais qualidade de vida em 2012

No final do ano passado, preparamos uma enquete para saber o que as pessoas esperam realizar em 2012. Os resultados pareciam tão peculiares que resolvemos chamar Cezar Tegon, Diretor de Novos Serviços e Produtos da ABRH-Nacional e presidente da eLancers, para analisá-los e compará-los com as mais recentes pesquisas no meio corporativo. Foi aí que percebemos que os nossos resultados estão perfeitamente alinhados com a realidade do mercado.

A começar pela “qualidade de vida”, a opção mais votada na enquete (28% dos votos), inclusive à frente de “ganhar um salário maior” (25%). “Esse resultado já era esperado. Qualidade de vida é o desejo de todos os profissionais, pois engloba uma série de fatores. Entre eles podemos destacar horários flexíveis, morar mais próximo ao local de trabalho, trabalhar remotamente, liberdade de atitudes e opiniões, acessar redes sociais durante o expediente, espaços para descontração”, exemplifica Tegon.

Existe uma explicação para esta tendência: no final da equação, qualidade de vida pode compensar monetariamente um salário maior. Como? “Se você estiver mais perto de casa, gastará menos combustível e poderá até economizar em estacionamento; se demorar menos tempo para se deslocar, ganhará tempo para a prática de atividades físicas e, consequentemente, ficará menos doente”, explica Cezar.

Outro ponto em comum da nossa enquete com as pesquisas é que os “fins” são mais atraentes do que os “meios”. Apenas 7% das pessoas gostariam de começar um MBA e apenas 4% viajariam ao exterior para se especializar. “É comum as pessoas escolherem primeiro o que desejam e depois o que precisam fazer para alcançar estes desejos”, aponta o diretor.

Em último lugar na enquete, “trabalhar menos” alcançou modestos 3% dos votos, mas também não foi uma surpresa. É claro que você conhece dezenas de pessoas que reclamam trabalhar demais, porém diminuir a carga horária parece não ser a prioridade aqui. “Se você faz o que gosta, na empresa que gosta, com pessoas que gosta, e ainda faz parte de um ambiente que, na sua visão, oferece qualidade de vida, com certeza chegará em casa com mais disposição e dará menos valor à possibilidade de trabalhar menos”, afirma Cezar Tegon.

Pelo visto, qualidade de vida não é apenas a primeira opção mais votada, mas também o motivo pelo qual as pessoas não votaram nas outras. Na semana que vem, traremos dicas de Cezar Tegon para quem quer alcançar as metas em 2012.

Em busca do emprego perfeito

Você é feliz no seu trabalho? Se a resposta for “não”, você não está sozinho: 76% dos brasileiros estão insatisfeitos profissionalmente. Este dado foi levantado pelo Stress Management no Brasil (Isma-BR) e ilustra não apenas um período de pressão e cobrança por resultados nas empresas, mas também a vontade de encontrar o tão sonhado trabalho perfeito.

Steve Jobs colocou de uma forma muito simples e precisa esta situação em seu discurso para os formandos da Universidade de Stanford, em 2005. “Seu trabalho vai preencher grande parte da sua vida e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz”, disse o então CEO da Apple.

É fácil encontrar a motivação para buscar um emprego que nos dê prazer, mas como começar a traçar um novo plano de carreira? “A melhor técnica é listar o que gosta de fazer, o que fez de novo e ocasionou realização pessoal, o que as pessoas reconhecem como pontos fortes seus e o mesmo caminho no sentido daquilo que não gosta de fazer”, explica a presidente da ABRH, Leyla Nascimento. Desta forma, você conhecerá as suas possibilidades de acordo com preferências e competências.

Com a lista pronta, é hora de começar a pensar em como você irá ganhar dinheiro na sua nova jornada profissional. “Não podemos desassociar carreira e mercado de trabalho. Conhecer como estão as profissões em nosso país e perspectivas futuras é muito importante para uma boa escolha”, diz Leyla. Vale a pena procurar também pelas novidades e por profissões que estão despontando no Brasil.

Segundo Leyla, “orientação profissional é autoconhecimento, informações sobre as profissões e planejamento de carreira”. Para encontrar o emprego perfeito é preciso fazer um pouco de cada: traçar o seu perfil, as coisas de que você gosta e que te dão prazer; conhecer em quais profissões seria possível aplicar estas aptidões e traçar um plano para atingir os seus objetivos e se tornar realizado profissionalmente.

Troca de área pode ser alternativa ao desânimo na empresa

Existem vários motivos pelos quais funcionários podem ficar desmotivados em relação aos seus trabalhos: salário, problemas de relacionamento com a equipe, chefia, pouca chance de ascensão na carreira, entre outros. Em casos como estes, a primeira solução que passa pela cabeça do profissional é pedir demissão. Porém, uma saída muito pouco utilizada é a mudança de área dentro da própria empresa. Quando há o desejo de permanecer na companhia, trocar de setor pode ser uma alternativa.

Antes disso, porém, é preciso avaliar com calma as opções que a empresa dispõe e como você, funcionário, se sentiria se trabalhasse em outra função. Se a mudança é mesmo o caminho, o primeiro passo para ela seja realizada é conversar com o superior imediato ou o setor de Recursos Humanos para tentar uma recolocação.

A importância do perfil

O funcionário manifestou a mudança de área, o RH concordou, o superior aprovou, mas a vaga que ele quer não tem nada a ver com o perfil comportamental. Como agir quando isso acontece? É uma situação delicada, mas o colaborador precisa entender que a troca de função deve ser um casamento entre aptidão e oportunidade. Não adianta ser tímido e trabalhar em um cargo de vendas (a não ser que ele consiga contornar essa dificuldade, é claro).

Mudanças exigem paciência e flexibilidade

Normalmente, trocas de posições não acontecem do dia para a noite. Por conta dos processos administrativos e burocráticos, é possível que a mudança de área de um colaborador aconteça em longo prazo. O funcionário nem sempre compreende a importância da espera e, muitas vezes, entende o período como um castigo. Para que isso não aconteça, é preciso deixar claro a ele que, para o sucesso da realocação, é preciso planejá-la com calma e conhecimento.

Férias pode ser período propício para alavancar a carreira

 

Por Aline Alves

É possível fazer currículo, network, melhorar o uso das tecnologias e redes sociais ou, simplesmente, viajar para conhecer pessoas e paisagens

O fim de ano passou e você não alavancou a carreira como precisava e queria? Não tem problema. O período de férias pode ser propício para fazer as mudanças que você precisa para conquistar o cargo desejado ou remanejar a carreira.

Heloísa Machado, Diretora de Gestão da Comunicação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional) aponta que quando o profissional está insatisfeito com a carreira, o primeiro passo é não pensar apenas no ganho material, mas com o que o profissional se identifica, pois o ganho material, argumento frequente quando se fala em insatisfação com a carreira, é consequência de talento e experiência a serviço da qualidade e da produtividade.

“Férias é um período em que dispomos de mais tempo, principalmente para fazer o que deixamos por último. Então, priorize-se. Visite sites de recrutamento, envie currículos, verifique cursos que podem ajudá-lo, faça network, tente conversar com profissionais com carreira inspiradora, abra a cabeça para alternativas, faça cursos de Verão, além disso, melhore o uso das tecnologias e das mídias sociais disponíveis”, explica Heloísa.

Com a economia aquecida, estamos vivendo uma época propícia para a procura de emprego, no entanto, as vagas disponíveis exigem cada vez mais formação básica (segundo grau completo ou graduação), conhecimentos técnicos e cursos de idiomas.

“E se você achar que seu currículo está ótimo, aproveite o tempo para viagem de férias, pois se traz muita bagagem intelectual e emocional. Viaje para conhecer pessoas e paisagens. Volte maior das suas viagens ou simples passeios. Certamente isto terá um impacto positivo em seu trabalho algum dia”, finaliza a consultora.