Educação como ponto de partida na batalha contra o apagão de talentos

Não é de hoje que o mercado de trabalho se preocupa com a escassez de profissionais qualificados, o chamado apagão de talentos. Durante o primeiro dia do CONARH ABRH, o assunto também foi pauta do evento. Desta vez, porém, o tema foi abordado por um viés diferente: em vez de focar na origem do problema, os palestrantes foram convidados a pensar em ações para solucionar esse problema ou, ao menos, minimizá-lo.

Os profissionais Luciano Siani, da Vale do Rio Doce, e Ricardo Salomão, da Universidade Petrobras, se juntaram ao diretor de educação da ABRH-Nacional Luiz Edmundo Rosa para pensar em alternativas para a questão. De acordo com Luiz Edmundo, só há um caminho para reverter esse processo: a educação. “Investir em educação deveria ser prioridade absoluta do país”, declara. As universidades corporativas, segundo o diretor, são um bom começo.

Ricardo Salomão comentou a experiência da Petrobras. Após admissão via concurso público, antes de começar a exercer suas atividades na empresa, o funcionário passa por diversas etapas de treinamento. Durante esse processo, os valores e a cultura da companhia também são transmitidos ao novo colaborador. “Isso é fundamental. Depois desse período, o funcionário já começa a falar como porta-voz da empresa. Ele se sente parte dela e isso é muito importante”, declara.

Uma outra saída para vencer o apagão de talentos, diz Luiz Edmundo, é olhar com mais carinho para as classes mais baixas da população brasileira. Aqueles que não possuem conhecimento técnico, mas que têm muita vontade de aprender. “Olhar para as classes C, D e E seria uma boa alternativa”, explica. Segundo Rosa, é possível capacitar esses profissionais. “Ali existe muito potencial. Essas pessoas dão valor ao emprego porque sabem a mudança que ele pode trazer para suas vidas”, afirma.

Qualificar, no entanto, custa dinheiro. Ricardo Salomão propõe que sejam criadas redes de compartilhamento entre as empresas com o propósito de disseminação do conhecimento. “Desde que não seja uma informação confidencial, é possível trocar informações”, explica. Compartilha experiências e vivências pode ajudar a tornar sua equipe mais preparada para os desafios do futuro.  “Quem sabe ensina quem não sabe. Inglês, matemática financeira, e etc. Tudo isso pode ser compartilhado”, opina Ricardo.

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A ABRH-Nacional e os temas do CONARH ABRH 2011 na Mídia

Uma das grandes novidades do CONARH ABRH 2011 é a segmentação dos eixos de acordo com os vários públicos presentes no Congresso: Jovens profissionais de RH, Profissionais de Recursos Humanos com mais de cinco anos de experiência, VPs e Diretores de RH, Profissionais de RH na Gestão Pública e Gestores de Pessoas em geral, que, neste caso, abrange todos os profissionais que lideram equipes.

Recentemente um destes públicos, aquele composto por profissionais mais experientes, foi tema de reportagem no Jornal da Band, na Rede Bandeirantes de Televisão e, com a participação de Luiz Edmundo Rosa, um dos diretores da ABRH-Nacional, trata sobre o número cada vez maior de aposentados que voltam a trabalhar no Brasil. Com o mercado aquecido, as empresas buscam profissionais mais experientes para ajudar os mais novos a entender na prática como funciona, e também como empregar melhor, a teoria ensinada dentro da escola.

A matéria foi ao ar no último dia 13 de junho, mas você pode conferir aqui.

Esta mesma chance de aprendizado, proporcionada exatamente pelos profissionais mais experientes, foi elencada em uma pesquisa feita com 15 mil profissionais e divulgada também na última semana como um dos fatores mais importantes na escolha do novo emprego. Muito mais do que altos salários, os resultados do estudo mostram que a maior satisfação surge da oportunidade de crescimento na carreira, seguida por segurança e estabilidade, benefícios e chances de aprendizado.

O assunto que também foi pauta de reportagem, desta vez no Jornal da Globo, da Rede Globo de Televisão, e contou com o depoimento de Elaine Saad, Vice-Presidente da ABRH-Nacional e Coordenadora Geral do CONARH ABRH. Confira aqui a reportagem.

Profissionais empreendedores: você é um deles?

por Raissa Coppola

Já dizia um ditado popular: quem arrisca não petisca.  Esse parece ser o mantra de empreendedores, aquelas pessoas determinadas, persistentes e que usam suas características pessoais para fazer com que um sonho ou um objetivo aconteça.

Nesse processo, eles inovam, acertam, erram, mas, acima de tudo, não se deixam abater e sempre superam seus próprios limites. Mas como saber se há um colaborador empreendedor integrando sua equipe? Como lidar com ele? O blog conversou com Luiz Edmundo Rosa, diretor de educação da ABRH, para conhecer um pouco mais sobre esse profissional.

De acordo com Luiz Edmundo, é possível reconhecer um empreendedor a partir de uma simples conversa ou observação. Estes profissionais tomam iniciativa, são proativos e costumam estar envolvidos em diversas ações – mesmo que não sejam diretamente ligadas às suas áreas de atuação.

O diretor destaca que esses profissionais não têm medo de errar. Pelo contrário: conseguem enxergar no erro uma nova possibilidade de melhora. “Empreendedores têm histórias marcadas pela ousadia e realização, ainda que sob condições desfavoráveis”, explica. 

A maioria das empresas conta com funcionários com esse perfil em sua organização, mas alguns deles não se sentem encorajados a colocar essa característica em prática. Luiz Edmundo afirma que a cultura organizacional deve se responsabilizar pelo estímulo à proatividade e às mudanças. Ao mesmo tempo, é preciso transmitir segurança para que o funcionário consiga empreender. “É importante que o erro seja considerado parte do processo de aprendizagem e que haja mecanismos de reconhecimento e recompensa pelos resultados alcançados”, afirma Edmundo.

Como escolher o melhor curso de Pós-Graduação

por Taynã Almeida

Na hora de ingressar numa pós-graduação, muitas pessoas ainda ficam na dúvida se devem escolher em curso tradicional de especialização ou um MBA. De acordo com o diretor de Educação da ABRH-Nacional, Luiz Edmundo Rosa, os programas de Pós- Graduação se dividem em duas categorias: Stricto Sensu (direcionado para a formação cientifica e acadêmica, como mestrado e doutorado) e Lato Sensu (curso de especialização direcionado a uma área profissional).

A especialização tradicional tem, em média, 360 horas de conteúdo programático (1 a 2 anos de curso). Ela tem um perfil mais acadêmico e genérico, sempre concluída com um projeto final uma monografia ou artigo científico. O curso também contempla uma maior pluralidade de temas, buscando a formação multidisciplinar do aluno.

Já o MBA (Master of Business Administration) tem carga mínima de 400 horas (em média, 2 anos de curso) e considera como pré-requisito a experiência profissional anterior dos alunos O enfoque é mais voltado para a rotina empresarial e preparação de executivos e futuros líderes. O projeto prático de conclusão do curso normalmente traz uma simulação de desafios empresariais, como abertura de capital, fusão e lançamento de uma nova linha de negócio.

Para Luiz Edmundo, muitos cursos de MBA no Brasil são superficiais, quando comparados com os melhores programas internacionais. Apesar dessas diferenças, o diretor afirma que as especializações são bem-vindas no mundo empresarial. “As empresas não avaliam seus colaboradores apenas pelos programas que fizeram. Também levam em conta suas atitudes, comportamentos e resultados”, explica.

Entretanto, é importante pesquisar sobre os cursos. A falta de informações, orientações e até mesmo decisões precipitadas podem representar um enorme revés para os estudantes. Isso porque não são poucos os que optam por programas distantes de seus interesses e competências, gerando um sentimento de frustração. “A questão não está no erro, mas no desperdício de tempo e dinheiro. É essencial que as pessoas, antes de tomar uma decisão, procurem se informar, não só acessando folhetos, sites, coordenadores dos programas, mas também conversando com alunos, ex-alunos e profissionais mais experientes.”, orienta Luiz Edmundo.

Estudar sempre promove a capacidade de pensar, entender novos valores e possibilidades. Por entender isso, algumas empresas oferecem ajuda para que os profissionais escolham determinados cursos. “Quando a empresa financia o curso, o ideal é negociar a melhor convergência dos objetivos de ambos. Não tem sentido alguém se especializar em algo que não tenha interesse, assim como a empresa não deveria financiar algo que a pessoa não se sinta motivada. O jogo do ‘faz de conta’ é prejudicial a ambos”, destaca o diretor.

Experiências internacionais são sempre bem vindas

Por Taynã Almeida

O mercado de trabalho está cada vez mais exigente. Ter uma pós-graduação e saber um segundo idioma já não são novidades. Em contrapartida, experiências internacionais podem contar muito no currículo.

De acordo com o Diretor de Educação da ABRH-Nacional, Luiz Edmundo Rosa, é crescente o número de empresas que atuam no exterior ou possuem linhas de negócios atreladas a mercados globais. Além da fluência em outro idioma, leva vantagem quem conhece outras culturas.

Não é dificil adquirir uma experiência internacional para investir no mercado brasileiro ou estrangeiro. Porém, tudo depende do planejamento. Para Luiz Edmundo, não é só o tempo de viagem que importa, mas o tipo de experiência vivenciada. “Quando planejamos viajar, podemos decidir ficar numa praia descansando ou buscar outros tipos de aventuras e experiências. Há aqueles que optam por programas que combinam fazer um curso e conhecer lugares. Será a qualidade da experiência vivida, e não a duração da viagem que fará a diferença.”, esclarece.

Buscar um emprego no exterior já não é mais tão difícil quanto parecia há alguns anos. Os cruzeiros internacionais recrutam e gostam de contar com brasileiros em seus quadros de colaboradores. A Disney, por sua vez,  contrata pessoas de diversas nacionalidades para trabalho temporário. Há também trabalhos voluntários que são oferecidos por ONGs. “Aqui, o mais importante será a experiência conquistada, o aprendizado ou reforço da língua, da cultura. Consultar o Student Travel Bureau, consulados, sites de ONGs são fontes importantes.”, orienta Luiz Edmundo.

Para o diretor, quanto mais rica é a vivência da pessoa, mais se amplia sua capacidade de compreender e agir no contexto do trabalho. É claro que outros fatores também fazem a diferença, como a formação, experiência e competências específicas para o cargo que a pessoa busca, mas as empresas estão ampliando suas visões na hora de contratação. “Se os fatores básicos são atendidos, conhecer outras realidades e até ter trabalhado fora se tornam diferenciais para a conquista de uma oportunidade de trabalho”, destaca.

Empresas investem cada vez mais em educação

O Brasil convive com um dos piores índices de qualificação de empregados do mundo, o que leva muitas empresas a assumirem investimentos em educação executiva para formar e preparar melhor seus profissionais.

Para Luiz Edmundo Rosa (foto), diretor de conhecimento de educação da ABRH-Nacional, mais do que pensar modelos de educação tradicionais, onde os empregados voltam às salas de aula, as novas tecnologias de educação permitem modelos educacionais articulados em rede onde, em muitos casos, o processo de formação e qualificação pode se dar no próprio ambiente de trabalho:

“As empresas buscam soluções para questões estratégicas e operacionais que passam, necessariamente, por uma melhor qualificação e educação do capital humano. Exemplos nesse sentido não nos faltam, como o Estaleiro Atlântico Sul, por exemplo, o maior da América Latina, situado em Pernambuco, que está investindo na capacitação do pessoal local ao invés de buscar profissionais em outras regiões do país”, assinala.

Crise obriga transformações.

Luiz Edmundo Rosa, Diretor Geral do CONARH 2009, assinalou que o objetivo do congresso é mostrar a importância das transformações para aquelas empresas que querem fazer a diferença e pensam a longo prazo. Para Luiz Edmundo, o CONARH é um dos poucos eventos de RH articulados de modo compartilhado, com a participação ativa dos profissionais do setor. Veja no vídeo abaixo um trecho do depoimento dele na abertura do encontro, que este ano reúne gestores de países de todos os estados brasileiros e de países como Angola, Moçambique e Bolívia.