CONARH 2012: o que levamos para casa?

Por Jessica Marins

Representantes da ABRH-Nacional se reuniram no palco do Grande Auditório para a penúltima palestra do CONARH 2012. Era o momento de refletir sobre o evento, pensar o que aqueles dias de encontro com profissionais da área representaria para a carreira de cada um dos presentes. Eles separaram as palestras por eixos e resumiram os dizeres e ideias mais importantes do congresso.

O primeiro eixo relembrado foi a competitividade no Brasil. Os representantes escolheram as ideias que os RHs não poderiam deixar de levar consigo do evento. O custo preocupante da mão de obra, a necessidade da revisão destes valores, a desindustrialização que avança cada vez mais, a desoneração atual que é pequena e tende a não obter os resultados esperados e o recursos humanos que tem que voltar mais a sua atenção para conhecer seus custos.

O segundo eixo considerado foi atração, retenção e engajamento. Assunto crucial para o sucesso de qualquer companhia, foram analisados pontos como a ligação entre o líder e o colaborador que deve ser de confiança, as empresas mais cobiçadas para se trabalhar (aquelas em que os futuros colaboradores admiram). O outro olhar foi referente às ferramentas digitais que ajudam nos processos de seleção e recrutamento, mas que ao mesmo tempo levantam a questão: será que sabemos quem estamos colocando em nossa empresa?”. Outra análise também foi sobre proporcionar felicidade no ambiente de trabalho aliado ao marketing e gestão de pessoas para gerar mais engajamento. Além disso, a reflexão: líderes fortes criam empresas fortes e elas permanecem fortes.

O terceiro eixo é referente ao modelo organizacional onde temos o exemplo da empresa GORE que não possui cargos e é baseada na confiança dos colaboradores para as decisões. Outro olhar é para os jovens que estão mais entusiasmados com a carreira de RH e o virtual que intensifica as relações e dilui a hierarquia.

O quarto eixo é voltado para remuneração, resultados e QVT onde temos que ver a remuneração como estratégia com retorno comprovado e com um compartilhamento dos resultados que se forem adicionais também geram aos colaboradores ganhos adicionais. Para fazer sucesso sem ficar louco a principal ideia é entender que a saúde deve ser preservada e é necessário manter hábitos de vida mais saudáveis. Já quanto aos resultados é necessário que se faça mais com menos, melhor, mais rápido e com sustentabilidade para conseguir é necessário gerenciar o presente, desprender-se do passado e criar o futuro com as ferramentas necessárias e com liderança.

O quinto eixo é voltado para aprendizagem e desenvolvimento onde devemos dar destaque para a talentividade onde todos os níveis de talento são necessários para que se possa descobrir e gerenciar tensões entre alto desempenho e alto potencial para poder reconhecer os destaques de dentro da empresa.

O sexto eixo é voltado para estratégia onde devemos levar conosco de aprendizado a dimensão social e coletiva onde o que vale é aprenda, compartilhe e mude. O conteúdo sempre deve estar acima da tecnologia, é necessário ter visão de desempenho e resultado e os lideres devem passar a educação por meio da presença e do exemplo, além da oratória.

O sétimo e último eixo apresentado é voltado para os líderes onde independe de qual tipo de gestão você faz e o entre agridoce, dirigente e estadista  o que vale é reconhecer as pessoas que gostam de gente pois todos nós temos um talento interior.

Fotos: Renato Ramalho

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